Imprevisível, desafiador, diversificado e lindo: um spoiler do percurso UCI GF Rio 21 por Mel Theophilo

A UCI GF Rio 21 chega ao Rio de Janeiro desafiando todos os níveis de ciclistas e inspirando metas ousadas para iniciantes, intermediários e avançados. Aqui vai um spoiler do percurso carioca assinado pela diretora da prova Mel Theophilo. Confira dicas preciosas para uma preparação eficaz.

No dia 2 de maio de 2021, ciclistas largarão para duas distâncias: o Gran Fondo, com 115 km e 1.257 metros de altimetria, e o Medio Fondo, com 77k e 907 metros de altimetria. Os inscritos cruzarão o Rio de Janeiro em paisagens incríveis e desafiadoras, com longos trechos de planos – que podem se tornar duros na presença de ventos – intercalando com trechos de subidas íngremes. 

Algumas partes do percurso são bem parecidas com a prova de ciclismo de estrada dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Alguns exemplos são parte da orla da Zona Sul e toda orla da Barra e Recreio, Serra da Grota Funda e Prainha. Existem outros trechos em comum, porém em sentidos inversos, nesse caso a Estrada das Canoas e a Vista Chinesa. Nos Jogos Olímpicos, ciclistas subiam Canoas e desciam a Vista. Além disso, o percurso da UCI GF Rio 21 conta ainda com aterro do Flamengo, orla de Botafogo e Copacabana, que não faziam parte do percurso dos Jogos Olímpicos.

Faça sua inscrição para a UCI GF Rio 21 clicando aqui

Quando questionamos Mel Theophilo sobre os desafios para diferentes níveis de experiência dos ciclistas, iniciantes ficam com a missão de se manter no pelotão nos trechos planos e conseguir manter pace nas subidas, enquanto intermediários de focar em administrar a energia para os diferentes trechos da prova. Já os avançados devem investir em desenvolver técnicas de pilotagem, especialmente em descidas. 

Agora é a vez de percorrermos o percurso UCI GF Rio 21 guiados por adjetivos. Para isso, Mel descreveu trechos que correspondem às palavras listadas abaixo:

1) maravilhoso: Parque Nacional floresta da Tijuca e Prainha

2) crítico:  subida da Mesa do Imperador e descida Mesa-Canoas

3) desafiador: subida da Mesa do Imperador e descida Mesa-Canoas

4) revigorante: as estações de apoio 1 e 2! Os trechos planos, estando sem vento, podem ser bons para recuperar o fôlego. 

5) atenção: descida sinuosa e trechos com túneis 

Para os fissurados em analisar a altimetria dos percursos segue um depoimento detalhado de Mel sobre esta perspectiva: “O percurso se inicia com um trecho plano de orla. A passagem pelo túnel Marcelo Alencar leva os atletas ao ponto mais baixo, chegando a estar abaixo do nível do mar. O maior ganho de altitude do percurso acontece na Floresta da Tijuca, com a subida da Mesa do Imperador. A subida de 5 km é carinhosamente chamada de Alpes Cariocas, seguida de trecho sinuoso em meio a floresta com curvas técnicas. Mais um trecho plano de orla e chega-se ao Recreio seguido da Serra da Grota Funda e da Prainha, com trecho sinuoso e ‘hilly’’”. 

Mudando o foco da análise para uma gestão estratégica do gasto de energia, Mel dá as seguintes dicas para quem quer fazer uma boa prova: “Para os que estão disputando posição, trecho tranquilo é quase impossível. Vai depender do ritmo da prova e da presença de vento. No geral, nos trechos planos, tentar se manter no pelotão, se proteger do vento e economizar energia. Nas subidas tentar ficar no seu ritmo sem gastar todos os cartuchos para não correr risco de “quebrar” e não conseguir render durante todo o trajeto.” 

Para quem está na dúvida entre qual percurso escolher, seguem as principais diferenças segundo a diretora da prova UCI GF Rio 21: “Os percursos são parecidos. São 77 km com +907 metros e 115 km com +1257 metros, respectivamente. Esta diferença se dá pela presença do trecho Pontal – Serra da Grota Funda (ida e volta) que faz parte somente do Gran Fondo (115 km).

Somente mensagens de texto via Whatsapp